A renda mediana de um T1 em Lisboa situa-se atualmente em cerca de €784 por mês — consumindo 85% do salário mínimo.
A renda mediana em novos contratos de arrendamento em Portugal atingiu €9,46 por metro quadrado no primeiro trimestre de 2026, uma subida homóloga de 9,1% que acelerou face aos 7,9% do trimestre anterior, segundo as Estatísticas das Rendas de Habitação do INE — um total de 39.395 novos contratos, também eles em alta de 0,7% face ao mesmo trimestre do ano anterior.
01 O fosso interior–litoral
Os dados, recolhidos do índice trimestral de rendas do INE, mostram uma divisão clara entre o interior e o litoral de Portugal. A região mais barata, Terras de Trás-os-Montes, no interior Norte, situa-se nos €4,24/m² — enquanto a Grande Lisboa ultrapassou pela primeira vez o limiar dos €14/m², e Lisboa, a Região Autónoma da Madeira, a Península de Setúbal, o Algarve e a Grande Área Metropolitana do Porto formam as cinco áreas mais caras do país.
A renda mediana subiu, em termos homólogos, nos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes. Vila Nova de Famalicão registou a maior subida, de 15,1%, enquanto Lisboa — já o município mais caro do país, a €17,42/m² — cresceu na verdade mais devagar do que a média nacional, a 8,2%.
02 O mapa
03 Método e ressalvas
Os municípios sem valor próprio publicado herdam o preço da sua sub-região (NUTS III). Assume-se que um T1 tem 45 m². Todos os valores são medianas de novos contratos de arrendamento, não do parque habitacional existente — os números descrevem, portanto, o que um inquilino que entra no mercado paga hoje.
Dados & créditos
Reportagem, análise e gráficos: Afonso Rodrigues. Fonte: INE, índice trimestral de rendas (T1 2026).